O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chega ao julgamento desta terça-feira, 2, no Supremo Tribunal Federal (STF), com um retrospecto desfavorável na Primeira Turma da Corte. Desde outubro do ano passado, o colegiado já analisou três questões centrais relacionadas ao processo que apura uma suposta trama golpista. Em todas, o ex-chefe do Executivo saiu derrotado.
Três julgamentos, três derrotas
A primeira decisão ocorreu em 22 de outubro de 2024, quando a Primeira Turma manteve, por unanimidade, a apreensão do passaporte de Bolsonaro e a proibição de contato com outros investigados. Os cinco ministros acompanharam o relator, Alexandre de Moraes.
Em 26 de março de 2025, o cenário se repetiu. Também por unanimidade, a Primeira Turma aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e tornou Bolsonaro réu por tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e outros crimes correlatos. Mais uma vez, não houve divergência.
O terceiro julgamento, entre 18 e 22 de julho de 2025, tratou do pacote de medidas cautelares imposto por Moraes: tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar parcial, proibição de uso das redes sociais e restrição de contatos com autoridades estrangeiras. Neste caso, a decisão foi por 4 votos a 1. O ministro Luiz Fux divergiu, tornando-se o único a votar a favor de Bolsonaro desde o começo das ações.
Primeira Turma versus Bolsonaro
- Alexandre de Moraes: 3 votos contra Bolsonaro;
- Cármen Lúcia: 3 votos contra;
- Cristiano Zanin: 3 votos contra;
- Flávio Dino: 3 votos contra; e
- Luiz Fux: 2 votos contra e 1 a favor.
Em resumo, a Primeira Turma já se posicionou três vezes contra o ex-presidente. Foram duas decisões unânimes (5×0) e uma por maioria (4×1). Bolsonaro só obteve um voto a seu favor — o de Fux, no julgamento das cautelares.
O que está em jogo agora
Na terça-feira 2, o colegiado volta a julgar Bolsonaro, desta vez em ação que pode resultar em condenação por tentativa de golpe de Estado. Como o julgamento ocorre na Primeira Turma, formada por apenas cinco ministros, bastam três votos para definir o destino do ex-presidente.
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
Fonte: Revista Oeste
+ There are no comments
Add yours