TCU aponta fraudes em compras supérfluas nas Forças Armadas

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) revelou, em julho de 2025, indícios de fraude na aquisição de alimentos supérfluos pelas Forças Armadas. A investigação aponta para a Escola de Aprendizes-Marinheiros do Espírito Santo (Eames), em Vila Velha. 

O relatório cita possíveis irregularidades em licitações que superaram R$ 5 milhões, envolvendo principalmente itens supérfluos, como bacalhau, salmão, picanha e filé mignon. O documento sugere do mesmo modo a atuação coordenada de empresas classificadas como de “alto risco” para direcionar contratações.

TCU: R$ bilhões em 4 anos 

Segundo o acórdão de 30 de julho, a auditoria examinou compras de gêneros alimentícios feitas pelos Comandos do Exército, Marinha e Aeronáutica entre 2017 e 2021. Nesse período, os gastos somaram R$ 4 bilhões, o equivalente a 58% de todas as despesas da Administração Pública Federal com alimentos.

O levantamento destacou que parte das aquisições envolvia produtos de alto valor agregado, considerados incompatíveis com a finalidade de abastecimento básico de tropas. A pesquisa identificou contratos que incluíam desde paçoquinha e mariola até cortes nobres de carne, salmão e bacalhau.

Leia também: “Apagão nas Forças Armadas”, reportagem de Fábio Bouéri publicada na Edição 279 da Revista Oeste

A Eames recebeu menção direta da auditoria. Segundo o TCU, a unidade teria autorizado a adesão de órgãos externos às atas de registro de preços da Marinha sem apresentar justificativas adequadas. Esse mecanismo, que leva o nome popular de “carona”, é classificado como excepcional e deveria ser utilizado apenas em situações devidamente fundamentadas.

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Fonte: Revista Oeste

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