Autoridades federais realizaram uma grande ofensiva contra a lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, desarticulando uma rede do Primeiro Comando da Capital (PCC) que atuava em dez Estados e operava cerca de mil postos, segundo o Ministério da Justiça.

O objetivo principal foi combater a influência do PCC no mercado legal de combustíveis, por meio de uma ação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público e Receita Federal.

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O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, classificou a operação como “a maior da história brasileira” no enfrentamento ao crime organizado, ressaltando a dimensão inédita da iniciativa.

“Esta é uma das maiores operações da história contra o crime organizado, sobretudo na sua atuação no mercado legal”, afirmou Lewandowski em entrevista coletiva na sede do Ministério da Justiça, nesta quinta-feira, 28.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também participaram da entrevista.

Para Haddad, a operação atingiu “andar de cima”

Os policiais cumpriram 350 mandados de busca e apreensão em sete Estados, atingindo tanto pessoas físicas quanto empresas envolvidas no esquema.

Para Fernando Haddad, as investigações alcançaram “andar de cima do sistema”. Ele ressaltou que a estratégia de focar no segmento de combustíveis representa uma nova abordagem para combater organizações criminosas, aproveitando a visibilidade desse setor.

As investigações revelaram que o PCC controlava mais de mil postos e 40 fundos de investimento, utilizando empresas do ramo de combustíveis para movimentar valores ilícitos.

Como funcionava o esquema do PCC

Os criminosos inseriam o dinheiro no sistema financeiro por meio de fintechs e o reinvestiam em negócios e imóveis, incluindo vendas de álcool, gasolina, diesel e atividades em lojas de conveniência.

Durante a operação, agentes confiscaram R$ 1 bilhão em bens, 1.500 veículos, 192 imóveis, 21 fundos de investimento e 2 embarcações ligados ao esquema.

De acordo com Andrei Rodrigues, o esquema de lavagem de dinheiro estava à disposição de “toda sorte de criminosos”, de sonegadores a traficantes de drogas e armas.

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Fonte: Revista Oeste

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