Empresa investigada esteve com representantes do governo

Reuniões em Brasília colocaram a gestora REAG Investimentos, atualmente sob investigação na operação Carbono Oculto, em contato direto com autoridades do alto escalão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

João Carlos Falpo Mansur, presidente do Conselho de Administração da REAG, também esteve com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central. As informações são do site Metrópoles.

Mansur é apontado por investigadores do Ministério Público de São Paulo como responsável por estruturar fundos de investimento usados por Mohamad Hussein Mourad. O objetivo seria a lavagem de dinheiro. Mourad é dono da refinaria Copape, que também está no centro da investigação.

No contexto do setor financeiro, a REAG se define como a maior gestora independente do país. A companhia é listada na B3 e tem patrimônio administrado de quase R$ 300 bilhões. Encontros da empresa com integrantes do governo federal estão documentados desde maio de 2024.

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Em novembro de 2024, representantes da REAG participaram de um encontro com Alexandre Padilha, atual ministro da Saúde. Também se reuniram com Zeng Zhirong, da Associação de Mineração da China. 

Segundo o Metrópoles, Padilha disse que “a reunião com a Associação de Mineração da China integra uma série de encontros do governo federal com instituições chinesas. Depois da operação desta quinta-feira, 28, a REAG comunicou ao mercado estar colaborando com as investigações e fornecendo os documentos solicitados.

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“Trata-se de procedimento investigativo em curso”, afirmou a empresa, segundo o Metrópoles. “As companhias esclarecem que estão colaborando integralmente com as autoridades competentes, fornecendo as informações e documentos solicitados.”

A operação Carbono Oculto

Nesta quinta-feira, a operação Carbono Oculto cumpriu 350 mandados de busca e apreensão. Entre os principais alvos está Mourad. Órgãos federais, como a Receita Federal, participam das ações.

O grupo investigado é acusado de comandar um amplo esquema fraudulento no setor de combustíveis. O plano incluía importação, distribuição e a utilização de empresas financeiras para lavagem de dinheiro. 

Relatórios da investigação mostram que “a organização criminosa expandiu as operações em postos de combustíveis nos Estados de São Paulo e Goiás. O documento judicial detalha que os postos eram supridos por usinas e distribuidoras do próprio grupo.

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Fonte: Revista Oeste

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