O presidente dos EUA, Donald Trump, se reuniu recentemente com Vladimir Putin, da Rússia, para negociar o fim da guerra na Ucrânia, mas eles saíram da reunião sem um acordo de cessar fogo.

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Um encontro entre Trump e Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, e líderes europeus também aconteceu, na Casa Branca.

Não acredito que o presidente Trump agiu corretamente em relação à guerra de conquista de territórios ucranianos pela Rússia, pois a ausência de Zelensky, na reunião com Putin, que tratou das negociações sobre a paz na guerra entre a Rússia, conquistadora, e a Ucrânia, que defende seus territórios, é um problema.

Ora, se o Canadá quisesse, por exemplo, invadir os Estados Unidos para ficar com uma parte do território, o presidente Trump não gostaria que uma parte do seu país fosse ocupada por um outro.

É evidente que a Europa tem razão, no sentido de que se trata de uma guerra de conquista proibida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em que Putin busca ficar com o território da Ucrânia.

O próprio presidente Lula, que prestigia o ditador Putin e é seu amigo, deveria aconselhá-lo a devolver o território que estão tentando conquistar, a não manter tropas matando ucranianos porque o que querem é aumentar o território — que já é o maior do mundo. Se a Venezuela quisesse invadir uma parte da Amazônia, qual seria a reação do presidente Lula senão mandar o Exército defender o nosso território?

Putin é um ditador que está matando ucranianos em uma guerra de conquista. Ele é semelhante a Josef Stalin e está, a essa altura, querendo celebrar a paz por intermédio do presidente Trump, que concordou em conversar com ele, sem a presença do presidente Zelenski. Claro que não iria dar certo.

Trump Zelensky reunião
Trump recebeu Zelensky na Casa Branca — Washington, D. C., 18/8/2025 | Foto: Kevin Lamarque/Reuters

Acreditei, quando vi a assinatura daquele acordo, com o qual jamais seria permitido aos países que pertencem à ONU realizar guerras de conquista. Neste sentido, a ONU, quando a Rússia começou a invadir a Ucrânia, fez um protesto veemente contra o ditador Putin. Porém, agora,  tentaram negociar a paz sem a presença do presidente da Ucrânia, mesmo sendo este o país invadido.

Expresso meu inconformismo, porque penso que foi um mau exemplo: todos os presidentes que quiserem e tiverem força militar maior do que a dos países vizinhos poderão tomar a mesma posição: guerra de conquista.

Já estamos vendo a Venezuela se preparar para invadir a Guiana, dizendo que três quartos do território guianense devem pertencer a ela. Se Trump concordasse com essa negociação com Putin, sem a presença de Zelensky, qual seria a autoridade moral para dizer à Venezuela que não deve invadir a Guiana?

Isso gera um panorama no qual a lei do mais forte que deverá predominar, ou seja, prevalece não a força do direito, mas o direito da força.

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Seria revoltante, portanto, se, nas conversas de paz, não tivesse a presença do presidente de Zelensky, sendo que é o destino da Ucrânia que será decidido.

Tenho receio que o presidente Trump venha a concordar com o ditador Putin no sentido de a Ucrânia ceder parte do seu território, mais ou menos como Chamberlain (primeiro-ministro do Reino Unido de maio de 1937 a maio de 1940) fez com Hitler, quando cedeu a Tchecoslováquia na certeza de que com isso impediria uma guerra mundial, mas não adiantou. Se a Rússia ficar com parte do território da Ucrânia, todos os países limítrofes correrão risco.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) vai ter que, cada vez mais, aumentar seus orçamentos militares para a proteção da Europa e a corrida armamentista, que é uma corrida contra a paz, vai crescer no mundo inteiro.

Que o bom senso prevaleça e, que, após a reunião com o presidente Zelensky, seja encontrado o melhor caminho para a paz!

Leia também: A Copa de Trump, reportagem publicada na Edição 278 da Revista Oeste

Fonte: Revista Oeste

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