Os navios de luxo contratados pelo governo federal para abrigar parte das delegações estrangeiras durante a COP30, em novembro, terão diárias que ultrapassam a casa dos R$ 30 mil. O custo impressiona quando se considera a duração mínima da estadia: 16 noites, entre 5 e 21 de novembro.
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Um cabine simples no navio Costa Diadema custará cerca de R$ 120 mil no período, seguida pela mini suíte (R$ 250 mil) e pela Gran Suíte (R$ 380 mil). No caso do navio MSC, a diária de uma cabine simples custa R$ 130 mil, seguida pela suíte jr (R$ 270 mil), gran suíte (R$ 300 mil) e a mais cara, Yatch Club, com valor acima de R$ 500 mil.
A falta de organização da COP30
A contratação dos navios foi apresentada como solução emergencial diante da explosão nos preços da rede hoteleira de Belém. Hotéis que cobravam R$ 70 a diária, por exemplo, saltaram para mais de R$ 6 mil, em razão da alta demanda do evento.
Com a medida, o governo buscou oferecer “alternativas” para acomodar as mais de 40 mil pessoas esperadas na capital paraense. Mas os valores cobrados nos cruzeiros expõem um novo paradoxo: em vez de aliviar os custos, aumentaram a conta a ser paga pelos brasileiros.
Além da questão econômica, a solução gerou problemas ambientais — alvo constante de crítica da esquerda brasileira. Mesmo ancorados, os transatlânticos consomem energia em larga escala e despejam emissões de carbono que especialistas estimam em 300 quilos por pessoa/dia. Há ainda a sobrecarga no tráfego fluvial no Porto de Outeiro, na Ilha de Caratateua, localizado a cerca de 20 km do centro de Belém e separado por vias estreitas e com pouca infraestrutura.
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Fonte: Revista Oeste
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