O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), definiu a data em que deixará o comando do Estado para disputar as eleições de 2026. A renúncia está prevista para o dia 31 de março do próximo ano, de acordo com a Folha de S.Paulo. O político pretende se lançar candidato à Presidência da República, embora aliados avaliem que ele também pode concorrer em uma chapa como vice-presidente ou disputar uma vaga no Senado.
A decisão de marcar a saída do cargo foi alinhada ao calendário de eventos que antecedem o fim de março. Antes de entregar o posto, Caiado quer estar presente em duas atividades consideradas relevantes para o Estado. A primeira é a realização de uma etapa da MotoGP em Goiânia, entre os dias 20 e 22. A competição é a principal categoria mundial do motociclismo e volta ao Brasil depois de mais de 20 anos.
O segundo compromisso é o encontro nacional de muladeiros, que ocorre de 25 a 30 de março. A tradição reúne tropeiros que percorrem longas distâncias montados em mulas, prática de raízes históricas ligadas ao transporte de mercadorias no interior do país. A edição prevista para 2026 deve receber até 30 mil pessoas na capital goiana, segundo estimativas dos organizadores.
Trajetória de Caiado
Com a definição da data de renúncia, Caiado se torna oficialmente um dos nomes do União Brasil para a corrida presidencial. A legislação eleitoral brasileira exige que governadores que desejam disputar outros cargos deixem suas funções até seis meses antes do pleito. Dessa forma, a saída em 31 de março cumpre a exigência legal e abre espaço para articulações sobre o futuro político do governador.
Aliados próximos afirmam que o objetivo de Caiado é buscar a Presidência, mas reconhecem que as conversas sobre alianças partidárias podem alterar a posição do político na disputa. Uma alternativa considerada é a participação como vice em uma chapa majoritária. Outra possibilidade é a candidatura ao Senado.

Caiado já disputou a Presidência da República em 1989, quando obteve pouco menos de 1% dos votos válidos pelo Partido Social Democrático. Anos mais tarde, em 2014, foi eleito senador por Goiás com mais de 1,2 milhão de votos, exercendo o mandato até 2019, quando deixou a vaga para assumir o governo estadual.
Fonte: Revista Oeste
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