O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu à acusação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre ter agido para beneficiar empresas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Nesta sexta-feira, 29, o petista disse que o vídeo do parlamentar contra o monitoramento do Pix pela Receita Federal tinha por objetivo “defender o crime organizado”.
“Em rede nacional, Lula cometeu a canalhice de afirmar, dolosamente e sem prova alguma, que eu defendi o crime organizado. Uma mentira torpe, criminosa e irresponsável”, escreveu Nikolas, em publicação no X. “Irei à Justiça para que responda por essa difamação assim como farei com todos os demais — estou compilando tudo.”
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À rádio Itatiaia, de Minas Gerais, Lula acusou Nikolas sem mencioná-lo diretamente. “Você viu que um deputado, que eu não vou dizer o nome dele aqui, fez uma campanha contra uma mudança que a Receita Federal tentou fazer, que vai ter feito agora, porque naquele tempo a mudança era para combater o crime organizado.”
Em rede nacional, Lula cometeu a canalhice de afirmar, dolosamente e sem prova alguma, que eu DEFENDI o crime organizado. Uma mentira torpe, criminosa e irresponsável. Irei à Justiça para que responda por essa difamação assim como farei com todos os demais – estou compilando… pic.twitter.com/dEH8HPZiBe
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) August 29, 2025
Vídeo de Nikolas é 3º mais visto no mundo em 24 horas
O vídeo em questão explicava os meandros de uma normativa da Receita Federal, que entrou em vigor em 1º de janeiro. A regra obrigava instituições financeiras a repassarem dados de pessoas que movimentassem mais de R$ 5 mil por mês, independentemente do valor das operações individuais.
Depois da repercussão, a Receita Federal revogou o ato normativo que estabelecia regras para monitoramento do Pix em fintechs e bancos digitais. O vídeo de Nikolas Ferreira rapidamente se tornou o terceiro do mundo em número de visualizações em 24 horas. O número de curtidas no Instagram supera 9 milhões até esta sexta-feira.
O episódio aconteceu em janeiro deste ano. Já as operações do PCC investigadas na Operação Carbono Oculto, deflagrada nesta semana, apontam que a facção movimentou mais de R$ 52 bilhões, com mais de mil postos de gasolina, entre 2020 e 2024, usando fintechs e ao menos 40 fundos de investimento para ocultar patrimônio.
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Fonte: Revista Oeste
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