Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, o mundo foi surpreendido por uma notícia que rapidamente dominou os noticiários internacionais: os Estados Unidos realizaram um ataque em larga escala contra Caracas, capital da Venezuela, e capturaram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. A operação, conduzida pela elite militar norte-americana, marcou um dos episódios mais dramáticos da política latino-americana nas últimas décadas.

A ofensiva em Caracas

Segundo informações confirmadas pelo presidente Donald Trump, a ação envolveu bombardeios estratégicos sobre bases militares e instalações aéreas em Caracas, além de apoio naval e aéreo de grande porte. O ataque durou cerca de 30 minutos e foi coordenado pela Delta Force, unidade de elite do Exército dos EUA. Apesar da intensidade da operação, não há relatos oficiais de mortos ou feridos, mas o governo venezuelano declarou estado de emergência e acusou Washington de agressão imperialista.

Quem é Nicolás Maduro

Maduro, nascido em 1962 em Caracas, iniciou sua trajetória como motorista de ônibus e sindicalista antes de se tornar o sucessor político de Hugo Chávez. Ao longo de sua carreira, consolidou-se como figura central do chavismo, chegando à presidência em 2013 após a morte de Chávez. Seu governo, no entanto, foi marcado por crises econômicas devastadoras, hiperinflação, escassez de alimentos e denúncias de autoritarismo, além de acusações de envolvimento direto com o narcotráfico. Os EUA o apontam como líder do Cartel de los Soles, organização classificada como terrorista internacional.

Reações internacionais

A captura de Maduro provocou uma onda de reações ao redor do mundo.

  • Colômbia: O presidente Gustavo Petro denunciou os bombardeios e pediu reunião urgente da ONU e da OEA.
  • Irã e Rússia: Condenaram a ação, classificando-a como violação da soberania venezuelana e ato de agressão armada.
  • Argentina: O presidente Javier Milei celebrou a prisão, chamando-a de vitória contra o autoritarismo.
  • Organizações internacionais: A OEA e a UNASUL monitoram a situação, temendo escalada militar e instabilidade regional.

O poderio militar dos EUA

A operação contou com um arsenal impressionante: porta-aviões USS Gerald R. Ford, submarinos nucleares, caças F-35 e fuzileiros navais. Desde agosto de 2024, Washington vinha deslocando forças para o Caribe sob o pretexto de combater o narcotráfico. Mais de 20 embarcações já haviam sido bombardeadas em águas caribenhas e do Pacífico como parte da chamada Operação Lança do Sul, que culminou na ofensiva contra Caracas.

O futuro da Venezuela

Com Maduro fora do país, a Venezuela enfrenta um vazio de poder. A vice-presidente Delcy Rodríguez é apontada como sucessora imediata, mas a instabilidade política e social ameaça mergulhar o país em um cenário ainda mais incerto. Milhões de venezuelanos já haviam deixado o país nos últimos anos devido à crise humanitária, e a captura de Maduro pode acelerar novos fluxos migratórios e intensificar protestos internos.

Impacto histórico

A prisão de Nicolás Maduro representa um marco sem precedentes: um chefe de Estado latino-americano removido por intervenção militar estrangeira. O episódio reacende debates sobre soberania, ingerência internacional e os limites da diplomacia frente a regimes acusados de violar direitos humanos. Enquanto Trump promete uma coletiva para detalhar a operação, o mundo observa com apreensão os próximos passos. A América Latina, já marcada por tensões políticas, pode estar diante de uma nova era de instabilidade.

A captura de Nicolás Maduro pelos EUA não é apenas um acontecimento militar, mas um divisor de águas na geopolítica regional. O episódio expõe a fragilidade da Venezuela, amplia a influência norte-americana e coloca a comunidade internacional diante de um dilema: apoiar a ação como combate ao narcotráfico e ao autoritarismo ou condená-la como violação da soberania nacional.

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