Tarcísio diz que, se fosse presidente, daria indulto a Bolsonaro

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou, nesta sexta-feira, 29, que, se fosse presidente do Brasil, seu primeiro ato seria conceder um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Na hora”, respondeu, em entrevista ao Diário do Grande ABC. “Primeiro ato seria esse [o indulto]. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrasado”, declarou.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Sobre o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele foi direto. “Já passou da hora [de Lula] há muito tempo”, afirmou Tarcísio. “Se quiser fazer um favor para o Brasil, sai de cena. Ele não tem mais nada para contribuir.”

YouTube video

Segundo Tarcísio, Bolsonaro se tornou um amigo. “A conversa que eu tenho com o presidente são conversas de amigo, uma pessoa que gosta, eu gosto do presidente”, afirmou o governador.

“Eu vi um presidente, apesar de tudo que ele está passando, sereno, tem uma fortaleza intelectual, uma fortaleza moral impressionante, porque qualquer outra pessoa no lugar dele estaria absolutamente triste, prostrado, e não é o caso dele. Ele tem mantido uma fortaleza que é digna de registro.”

Para Tarcísio, é viável uma solução política, dentro do Congresso, para a situação do ex-presidente. “A gente vai trabalhar para que a anistia seja construída no Congresso Nacional, que é um remédio político e é um remédio que garante pacificação”, destacou ele.

“Eu acredito muito nessa saída política, nessa saída via Congresso. Acho que o Congresso tem que ter sua prerrogativa respeitada para construir uma solução política.”

Na avaliação dele, historicamente a anistia sempre foi adotada no Brasil. “Olha, em todas as revoltas do período colonial, com exceção da Inconfidência Mineira e da Confederação do Equador, mas na Revolta de Vila Rica, na Sabinada, na Cabanagem, nas revoltas do período regencial, do primeiro e do segundo reinado, nós tivemos.

O governador prosseguiu discorrendo sobre estes acontecimentos históricos.

“Tivemos também na Revolta da Chibata, na Revolta da Armada, na Revolução Constitucionalista de 1932, nas revoltas de dezembro de 1955. Em 1979, tivemos anistia plena, geral e restrita, por causa do movimento de 1964. Toda a história do Brasil nós tivemos. Só em duas ocasiões não houve anistia.”

Tarcísio afirmou ter convicção da inocência de Bolsonaro. “Para mim, tem uma sentença que já está dada, independente de qualquer coisa, agora. Eu tenho plena convicção da inocência do presidente. Plena convicção. E, para mim, tudo o que está acontecendo é extremamente injusto.”

Tarcísio defende Bolsonaro

Na entrevista, ele também rebateu a ideia de que Bolsonaro tenha tentado um golpe. “Se uma pessoa está planejando um golpe de Estado, está planejando uma virada de mesa, qual sentido teria de ele nomear os comandantes militares indicados já pelo próximo governo?”

E acrescentou, com outros questionamentos.

“Se vai ter uma virada de mesa, por que ele nomeou uma pessoa para conduzir a transição? Se fala tanto em documento disso, documento daquilo, mas documento foi publicado, aconteceu alguma coisa, foi convocado o Conselho de Defesa, Conselho de Segurança, Conselho da República? Nada, nada, nada disso aconteceu.”

Questionado sobre as críticas feitas por Eduardo Bolsonaro, Tarcísio preferiu não polemizar.

“Eu não vou comentar. É muito difícil”, ressaltou o governador. “Você pensa que tem uma pessoa que está fazendo de tudo pelo pai, que está absolutamente tomada pela emoção. Eu gosto de Eduardo, tenho muito apreço pelo pai dele, então torço para que ele seja bem-sucedido.”

Leia mais: “Representantes da direita repudiam recondução de Gonet à PGR”

O governador também falou sobre a movimentação de governadores de direita para uma candidatura única à Presidência em 2026.

“Não é questão de ter candidatura única, ter várias candidaturas, não é disso que se trata”, observou Tarcísio. Para ele, o nome não é o mais importante.

“Eu acho que a gente tem que ter união em prol de um projeto de país. Pouco importa quem vai ser candidato, quem vai ser presidente em 26, a gente tem que ter o projeto. A grande verdade é que o Brasil hoje não tem um projeto.”

Fonte: Revista Oeste

Veja mais

Do mesmo autor

+ There are no comments

Add yours