O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Guilherme Derrite, informou nesta quinta-feira, 28, que o governo mobilizou 776 policiais para uma operação contra fraudes no setor de combustíveis. O alvo são diversas operações ilegais sob a liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A ação abrangeu regiões da cidade de São Paulo, além principalmente de Campinas e Ribeirão Preto. O trabalho teve a participação conjunta do Ministério Público de São Paulo (MPSP). Embora de caráter estritamente investigativo, a iniciativa resultou em algumas prisões.
Governo quer desarticular mecanismo de lavagem de dinheiro
“Cada equipe recebeu de maneira estratificada as ordens. Foi uma operação de inteligência, sem objetivo de realizar prisões, apesar de terem acontecido”, explicou Derrite, durante entrevista coletiva de imprensa.
Conforme a Receita Federal, cerca de mil postos de combustíveis têm ligação com o grupo criminoso. Os estabelecimentos desempenham o papel de, entre outras funções, promover a lavagem de dinheiro, proveniente sobretudo do tráfico de drogas.
Por meio desse modelo de operação ilegal, estima-se que os criminosos movimentaram R$ 52 bilhões no período entre 2020 e 2024. As fraudes contavam com sofisticados mecanismos de transação financeira. De acordo com as autoridades, o PCC usava um banco digital como agência paralela da organização. Além disso, pelo menos 40 fundos de investimentos atuaram como estruturas de ocultação de patrimônio.
Durante a ação, a polícia apreendeu celulares, computadores e documentos, peças essenciais para o avanço das investigações. A apuração revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) estaria envolvido na importação irregular de produtos químicos que servem para adulterar combustíveis que vão nos carros dos consumidores comuns.
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O PCC é atualmente uma das organizações criminosas mais estruturadas do país. Atua em diversos setores ilícitos, incluindo tráfico de drogas, contrabando e fraudes financeiras. Especialistas apontam que a ramificação do grupo em atividades econômicas ilegais complexas demonstra a evolução das máfias brasileiras, cada vez mais especializadas em processos de lavagem de dinheiro e manipulação de mercados.
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Fonte: Revista Oeste
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