O Banco do Brasil acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) contra o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pela publicação de supostas “fake news” em redes sociais.
Segundo o banco, o deputado teria disseminado desinformação ao incentivar as pessoas a retirar o dinheiro da instituição, alegando riscos à estabilidade da empresa. O Banco do Brasil também citou o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO).
Uma das publicações mencionadas pelo banco é um vídeo divulgado pelo parlamentar na quarta-feira 20.
No vídeo, Eduardo afirma que o Banco do Brasil corre risco de falência e que organismos internacionais podem excluí-lo de suas relações por descumprimento da Lei Magnitsky.
O governo dos Estados Unidos aplicou as sanções previstas na Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Moraes é o único brasileiro a ser enquadrado na legislação norte-americana.
Banco do Brasil acusa Eduardo de crime contra a democracia
O Banco do Brasil afirmou à AGU que a circulação das alegações de Eduardo Bolsonaro configuraria crimes contra o Estado Democrático de Direito, a soberania nacional e o Sistema Financeiro Nacional, além de supostamente violar o sigilo bancário e promover difamação.
Se a AGU acatar os argumentos do banco, uma ação judicial poderá ser protocolada.
No último sábado 23, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou ao Jornal GGN que há uma mobilização organizada de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro no sentido de atacar o Banco do Brasil, inclusive estimulando saques e projetos legislativos que afetariam a instituição.
De acordo com Haddad, essas iniciativas incluem propostas no Congresso Nacional para perdoar dívidas do agronegócio, segmento que, segundo ele, não apresenta problemas financeiros.
“Está aumentando a inadimplência no Banco do Brasil por uma ação concertada, deliberada, de bolsonaristas que estão tentando minar as instituições públicas”, afirmou o ministro.
Fonte: Revista Oeste
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