O escritório Arnold & Porter Kaye Scholer LLP, contratado pela Advocacia-Geral da União para defender o Brasil contra as sanções do governo Trump, já teve Luís Roberto Barroso no quadro de funcionários. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) trabalhou no firma norte-americana no fim dos anos 1980, conforme reportagem publicada pelo jornal O Globo neste sábado, 30.
Em 2016, Barroso participou de uma palestra na capital norte-americana, Washington, onde mencionou sua experiência anterior no escritório. “Fui um foreign associate aqui no Arnold & Porter no distante ano de 1989, logo depois de haver concluído meu LL.M em Yale, e ter trabalhado aqui foi uma experiência que marcou a minha vida positivamente”, contou.
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O magistrado também relatou ter mantido colaboração profissional com o escritório mesmo depois de retornar ao Brasil. “De volta ao Brasil, me dediquei simultaneamente à vida acadêmica e à advocacia, como é comum no meu país”, explicou na palestra.
Segundo 🐸Gilmar Mendes, 🫦Barroso tem sim escritório de advocacia, o que é proibido. pic.twitter.com/ZmQObwwjoE
— Arlete Caetana (@ArleteCaetana) July 21, 2025
“Ao longo dos anos, meu escritório trabalhou em conjunto com o Arnold & Porter em alguns casos e eu mesmo assinei affidavits e atuei como expert witness em questões de direito brasileiro em litígios aqui”, concluiu.
Barroso e familiares estão proibidos de entrar nos EUA
Desde 18 de julho, Barroso está proibido de entrar nos Estados Unidos. O ministro e seus familiares tiveram seu visto suspenso. No início do mandato de Donald Trump, o grupo de juízes sancionados havia zombado da possibilidade.
A decisão foi comunicada por Marco Rubio, secretário de Estado no governo Donald Trump. Ele anunciou o cancelamento dos vistos de oito ministros do STF e de seus familiares imediatos, sob o argumento de que a Corte realiza uma caça às bruxas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Fonte: Revista Oeste
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