Com a proximidade da COP30, Belém se prepara para receber mais de 6 mil pessoas em navios de luxo, mas os transatlânticos MSC Seaview e Costa Diadema ficarão atracados a aproximadamente 20 km do centro, no Porto de Outeiro, na Ilha de Caratateua. Os navios somam cerca de 3,9 mil cabines, e oferece uma alternativa de hospedagem diante da demanda gerada pela conferência climática.
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A decisão por Outeiro foi tomada depois de o governo estadual abandonar o Terminal Hidroviário Internacional de Belém, localizado no bairro do Reduto, por causa da suspensão da dragagem de R$ 210 milhões por riscos ambientais, informou o g1. Como alternativa, o governo federal investe R$ 180 milhões em melhorias em Outeiro, com entrega prevista do novo píer de 710 metros para 14 de outubro, menos de um mês antes do evento.
Desafios de mobilidade e infraestrutura
O deslocamento dos delegados dos navios até o Parque da Cidade, onde funcionará o centro oficial da COP30, deve durar 30 minutos, conforme o governo do Pará. Para garantir essa logística, a principal aposta está na conclusão da ponte estaiada entre Outeiro e Icoaraci, ainda em obras e prometida para setembro. Em agosto, apenas a estrutura central estava pronta, enquanto acessos seguiam em construção.
Estrutura dos navios e operação durante a COP30
A Companhia Docas do Pará é responsável pelas obras em Outeiro, que incluem a instalação de 11 dolphins, estruturas metálicas para atracação e amarração dos navios, fixadas no leito do rio para garantir segurança às embarcações.
O modelo operacional, acertado com a ONU, prevê duas fases de hospedagem: primeiro, delegações de 98 países em desenvolvimento e pequenos Estados insulares terão prioridade, com diárias de US$ 220 (aproximadamente R$ 1,2 mil). Na segunda etapa, demais delegações, ONGs e credenciados poderão reservar leitos por até US$ 600 (cerca de R$ 3,3 mil).
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Fonte: Revista Oeste
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