O prejuízo dos Correios no primeiro semestre deste ano chegou a R$ 4,37 bilhões. O valor representa uma alta de 222,4% em relação ao R$ 1,35 bilhão registrado no mesmo período de 2024.
Os dados foram obtidos e divulgados pelo jornal Folha de SPaulo. Ainda falta a validação do conselho de administração da estatal. O prazo legal para a divulgação das demonstrações contábeis no Diário Oficial da União é 31 de agosto. A expectativa era de publicação nesta sexta-feira, 29. Porém, como o conselho de administração ainda não validou os números, o prazo será descumprido.
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No primeiro trimestre, o déficit havia sido de R$ 1,7 bilhão. Entre abril e junho, o valor negativo subiu para R$ 2,6 bilhões, ampliando a pressão por um possível aporte da União.
Em julho, o então presidente da empresa, Fabiano Silva dos Santos, pediu demissão do cargo. Um dos principais motivos foi a crise financeira enfrentada pela empresa. De acordo com ele, havia uma pressão da Casa Civil para corte de gastos e implantação de um plano de reestruturação. Isso previa o fechamento de agências em todo o país.
Correios: despesas em alta e queda de receita
As despesas gerais e administrativas dos Correios aumentaram de R$ 1,9 bilhão no primeiro semestre de 2024 para R$ 3,4 bilhões neste ano. A receita, por outro lado, caiu 11,8% em valores nominais. Passou de R$ 9,2 bilhões nos seis primeiros meses de 2024 para R$ 8,1 bilhões no mesmo período de 2025.
Em nota, os Correios atribuíram parte do resultado negativo à “taxa das blusinhas”. Segundo a estatal, “a frustração de receita observada em 2024 decorre exclusivamente dos efeitos do novo marco regulatório das compras internacionais — uma demanda do varejo nacional que teve impacto positivo para o setor, mas negativo para os Correios”.
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Fonte: Revista Oeste
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