O Ministério das Relações Exteriores enviou à Itália, nesta segunda-feira, 25, um pedido de extradição de Eduardo Tagliaferro. A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, por crimes supostamente praticados enquanto trabalhava no gabinete do magistrado, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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De acordo com as denúncias, Tagliaferro teria cometido “violação de sigilo funcional, coação no curso do processo e obstrução de investigação”. A PGR também o denuncia por suposta “tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito”.
Moraes pediu a extradição do ex-assessor na semana passada e encaminhou a solicitação ao Ministério das Relações Exteriores por meio do Ministério da Justiça.
Tagliaferro foi assessor-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE. Ele atuou no tribunal de agosto de 2022 a julho de 2023, quando Moraes era presidente.
O que diz a defesa de Tagliaferro
A defesa de Tagliaferro afirmou ver com indignação o pedido de extradição. “É um incêndio na Amazônia, não apenas uma cortina de fumaça”, afirmou. “Isso é para tentar esconder os abusos e ilegalidades objeto da vaza toga 1 e 2, sem falar do medo do que mais pode vir.”
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O ex-assessor prepara uma denúncia contra Moraes no Parlamento Europeu. A PGR, por sua vez, afirma que a saída de Tagliaferro do país demonstra suposto alinhamento com o que chamou de “organização criminosa ligada aos ‘atos antidemocráticos’”.


Em entrevista à edição da última quarta-feira, 20, do programa Oeste com Elas, o ex-assessor afirmou não ver diferença entre Moraes e Adolf Hitler, líder do nazismo. “As atitudes, as ambições, os desejos são os mesmos.”
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Fonte: Revista Oeste
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