Na quinta-feira 28, o advogado Jeffrey Chiquini divulgou o trecho de um documento que, conforme ele, comprova fraude no sistema migratório dos Estados Unidos relacionadas ao caso do ex-assessor especial da Presidência Filipe Martins.
De acordo com Chiquini, a adulteração ocorreu em 2024, período em que Martins se encontrava preso. “Agora, já sabemos que os registros originais foram preservados e identificamos quando o primeiro registro fraudulento foi criado”, disse.
Ainda segundo Chiquini, a produção de provas em andamento nos Estados Unidos já reuniu elementos para uma ação criminal contra os responsáveis ser ajuizada. Chiquini também ressaltou que qualquer tentativa de adulteração retroativa dos arquivos poderá ser detectada.
“Também tivemos acesso a outras informações que serão cruciais para desvendar toda a trama criada para criminalizar Filipe Martins”, completou. O advogado prometeu revelar mais detalhes em breve.
Documento confirma denúncia de Filipe Martins sobre maus-tratos
No começo do mês, o diretor do Complexo Médico Penal de Pinhais (PR), Renê Maciel Wecoski Fernandez, prestou esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal (STF), sobre uma denúncia de maus-tratos feita por Martins.
A cadeia se manifestou, depois de ordem do ministro Alexandre de Moraes, que cobrou posicionamento a respeito de uma queixa do ex-assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, durante audiência no STF, em 24 de julho. “A cela na qual eu constei não dispunha de iluminação, algo vedado pela legislação, e que configura uma forma de tortura reconhecida pela Carta de São José de Costa Rica, por tratados internacionais, por convenções internacionais”, afirmou o ex-assessor.
Em petição ao Tribunal, Fernandez anexou o relato da promotora de Justiça Stella Burda, que esteve no complexo em 16 de junho de 2024 (Martins foi preso em fevereiro daquele ano e solto em agosto), e confirma o que disse o ex-assessor.
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Fonte: Revista Oeste
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