protagonismo anticrime gera clima de tensão

A megaoperação contra fraudes do Primeiro Comando da Capital (PCC), nesta quinta-feira, 28, provocou tensão entre os governos federal e de São Paulo. A disputa pelo protagonismo começou principalmente quando o Ministério da Justiça e a Polícia Federal (PF) marcaram um encontro com a imprensa. O horário foi o mesmo que o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Secretaria de Segurança Pública paulista combinaram para falar com os jornalistas.

Assessores do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) consideraram o ato uma tentativa do Planalto de pegar carona no trabalho que o Estado faz há mais tempo e com maior compromisso. Fontes do governo paulista afirmam do mesmo modo que a operação estadual é mais abrangente e aprofundada.

São Paulo vê clima eleitoral

O trabalho baseia-se em estratégias de inteligência do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e da Secretaria de Segurança Pública. O Ministério da Justiça disse que a coincidência de horários foi casual, pois sua assessoria enviou convites logo às 7h. 

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, explicou que as operações precisavam ocorrer no mesmo dia por envolver alvos comuns às investigações. Para integrantes do governo paulista, o episódio reflete uma antecipação da disputa eleitoral de 2026. Consideram que a segurança pública projeta-se como um dos pontos sensíveis da gestão federal. 

Leia também: “Onde o crime organizado não entra”, reportagem de Fábio Bouéri publicada na Edição 285 da Revista Oeste

A operação conjunta resultou em diversas apreensões e expôs esquemas sofisticados de crimes financeiros ligados à organização criminosa. Ante a crise de relacionamento velada, tanto o presidente da República, Lula da Silva, quanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, usaram espaço na imprensa para destacar a atuação específica de seus respectivos governos. Da mesa forma, trocaram algumas provocações.

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Fonte: Revista Oeste

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