Sentir tontura é uma experiência comum, mas o termo pode representar sensações muito diferentes. Para algumas pessoas, parece que o ambiente está girando. Para outras, é uma sensação de desmaio, desequilíbrio ou de estar com a cabeça “vazia”.

Por isso, tontura não é uma doença específica. É um sintoma que pode aparecer em diversas condições de saúde. O Ministério da Saúde destaca quatro manifestações principais: vertigem, sensação de desmaio iminente, desequilíbrio e sensação de flutuação ou “vazio na cabeça”.

A primeira é a vertigem, aquela sensação característica de que o corpo ou o ambiente está girando ou se movimentando. Ela está frequentemente relacionada ao sistema vestibular, formado por estruturas do ouvido interno e suas conexões com o cérebro, responsáveis por ajudar o organismo a perceber movimentos e manter o equilíbrio.

Já o desequilíbrio pode aparecer como dificuldade para caminhar ou manter a estabilidade. A sensação de quase desmaio, por sua vez, pode estar relacionada à redução temporária do fluxo sanguíneo cerebral, como pode ocorrer em determinadas alterações da pressão arterial.

Existe ainda a sensação de cabeça leve, vazia ou flutuante, que pode ter diferentes origens.

Mas por que o corpo fica tonto?

O equilíbrio depende da integração de informações vindas principalmente dos olhos, do ouvido interno, dos músculos e articulações. O cérebro compara esses sinais e utiliza as informações para determinar a posição e o movimento do corpo.

Quando existe uma diferença importante entre essas informações, ou quando algum desses sistemas apresenta alteração, pode surgir a sensação de tontura ou vertigem.

As causas são variadas. Podem estar relacionadas ao ouvido interno, alterações da pressão arterial, desidratação, hipoglicemia, anemia, enxaqueca, infecções, efeitos de medicamentos, problemas cardiovasculares, alterações neurológicas e outras condições.

Um erro bastante comum é chamar qualquer tontura de “labirintite”. O termo correto se refere à inflamação do labirinto, uma condição específica e relativamente rara. Muitas outras doenças podem provocar tontura sem existir uma labirintite propriamente dita.

Por isso, o tempo de duração, a intensidade, a frequência e aquilo que desencadeia a tontura são informações importantes. Também devem ser observados sintomas associados, como perda de audição, zumbido, náuseas, alterações da visão, dor de cabeça ou dificuldade para caminhar.

Na maioria das situações, a tontura não representa uma emergência. Porém, alguns sinais mudam completamente a situação.

Tontura acompanhada de fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender, alteração súbita da visão, perda importante do equilíbrio ou dor de cabeça intensa e repentina pode indicar um acidente vascular cerebral e exige atendimento imediato.

Dor no peito, falta de ar, palpitações, desmaio ou queda também merecem avaliação médica, especialmente quando aparecem junto da tontura.

Enquanto estiver tonto, é prudente sentar ou deitar, levantar-se lentamente e evitar dirigir, subir em locais altos ou operar máquinas. A hidratação também é importante quando a causa estiver relacionada à perda de líquidos.

A principal mensagem é simples: não existe uma única “tontura”. O sintoma pode ter origens muito diferentes, e identificar como ele começou, quanto tempo durou e quais outros sinais apareceram pode ser decisivo para descobrir sua causa.

Wikkiz 💡​ – Tontura é um sintoma, não um diagnóstico. Entender o que o corpo está sinalizando pode fazer toda a diferença.

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