A Comissão de Comunicação aprovou a moção de repúdio do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) contra a jornalista Elisa Veeck, da CNN Brasil. Durante o programa Live CNN, em 15 de julho, a apresentadora usou o apelido “Bozo” para se referir a Jair Bolsonaro (PL). A expressão é considerada pejorativa e associada a adversários políticos do ex-presidente.
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Ao comentar o episódio envolvendo a jornalista, Gayer afirmou a Oeste que “esse jornazismo travestido de imprensa profissional já foi longe demais”.
“Se um jornalista se referisse ao Lula como um ladrão ou cachaceiro, duas coisas que ele é, essa pessoa seria demitida na mesma hora”, declarou o parlamentar.
No requerimento apresentado à comissão, o deputado definiu o episódio como “grave”, sobretudo porque a jornalista é “companheira do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.
“Tal vínculo pessoal com autoridade de altíssimo nível do governo federal lança sérias dúvidas sobre a veracidade da informação e sua impessoalidade, com que determinados temas são tratados na emissora, particularmente quando envolvem lideranças da oposição política”, destacou.

Gayer critica conduta de jornalista
Para Gayer, “a prática de associar o ex-presidente a termos pejorativos, mesmo em tom de suposto “ato falho”, ultrapassa os limites do jornalismo profissional e adentra o campo da militância disfarçada de informação, o que contribui para o descrédito da imprensa e a polarização do debate público”.
“Independentemente do alinhamento editorial ou do modelo societário da emissora, é inegável que jornalistas, sobretudo em canais de alcance nacional, têm o dever de observar os princípios da imparcialidade, da sobriedade e da responsabilidade profissional no trato de informações de interesse público”, analisou. “A liberdade de imprensa não pode ser usada como escudo para manifestações de deboche, escárnio ou hostilidade contra agentes públicos, ainda mais quando se trata de figura que ocupou o mais alto cargo da República.”
Gayer também argumentou que a emissora CNN Brasil não pode “permitir que profissionais utilizem da estrutura da emissora para veicular insultos políticos sob aparência de informação”.
“A CNN Brasil afronta não apenas os padrões éticos esperados do jornalismo profissional, mas também desrespeita a população que dela espera informação imparcial, objetiva e comprometida com a verdade dos fatos”, finalizou.
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Fonte: Revista Oeste
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