busca e apreensão contra pastor Silas

Agora a noite o pastor Silas Malafaia, figura influente no meio religioso e político brasileiro, tornou-se alvo de uma operação instigante e dinâmica da Polícia Federal (PF). A ação fulminante foi cumprida logo após seu desembarque no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, gerando forte comoção no cenário nacional.

Operação no aeroporto: audácia e restrições imediatas

Enquanto muitos ainda desapareciam pelas escadas do aeroporto, agentes federais cercaram Malafaia no desembarque de um voo vindo de Lisboa, em Portugal. Em instantes, prenderam seus celulares e o conduziram para prestar depoimento numa sala, ainda dentro do aeroporto, num cenário que mais pareceu trama cinematográfica.

Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) impôs medidas cautelares severas ao pastor: ele está proibido de deixar o país, seus passaportes foram suspensos e ele não pode se comunicar com outros investigados — um conjunto de restrições raramente visto com tamanha rapidez.

STF e PGR alinhados na investigação

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, em decisão que contempla a argumentação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo o órgão, Malafaia atuava como um “orientador e auxiliar das ações de coação” realizadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro, em meio às investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado.

A decisão menciona diálogos extraídos de aparelhos apreendidos — como prints de conversas que indicariam uma coordenação ativa em estratégias destinadas a influenciar e pressionar o Poder Judiciário, especialmente o STF. Estes diálogos apontam para uma ampla operação política que teria contado com a participação ativa de Malafaia.

Repercussão e intensidade midiática

A notícia ganhou repercussão imediata em diversos veículos importantes. Além da cobertura, o momento foi marcado por descrições intensas: abordagens no aeroporto, depoimento imediato, apreensão de equipamentos eletrônicos e imposição de medidas cautelares expressas.

Para muitos, foi um dos episódios mais rápidos e dramáticos desde o início das investigações, reforçando a tensão política existente. A atuação rápida da PF, o caráter emblemático do pastor e a abrangência dos atos forenses compuseram um mosaico de investigação política sem precedentes.

Um nome de peso no epicentro da crise política

Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, figura como um dos nomes mais expressivos do movimento evangélico brasileiro. Sua proximidade com o bolsonarismo o coloca em evidência há tempos — mas nunca sob os holofotes da Justiça com tal intensidade.

Eventos recentes, como sua participação no ato “Reaja Brasil”, na Avenida Paulista — em defesa da liberdade de expressão e contra a censura — ganharam nova leitura após os acontecimentos. O pastor se tornou, agora, peça central em uma narrativa que mistura fé, poder e investigação.

O próximo capítulo: consequências e expectativas

Com o sigilo ainda mantido sobre o conteúdo total das conversas e os desdobramentos imediatos da investigação, cresce a atenção sobre os próximos passos: o que dirá a defesa de Malafaia? Quais detalhes os investigadores vão revelar? Haverá novos desdobramentos envolvendo outros nomes do bolsonarismo?

Enquanto isso, a restrição de saída do país e o cancelamento de passaportes colocam o pastor em estado de alto controle jurídico — cenário que promete desdobramentos intensos nos próximos dias e semanas.


Resumo da operação

  • Data e local: 20 de agosto de 2025, Aerporto Internacional do Galeão, Rio de Janeiro.
  • Alvo: Pastor Silas Malafaia, líder evangélico e aliado de Jair Bolsonaro.
  • Ações: busca pessoal, apreensão de celulares, depoimento imediato.
  • Medidas cautelares: proibição de sair do país, suspensão de passaportes, proibição de contato com outros investigados.
  • Base da investigação: PGR aponta Malafaia como orientador de ações de obstrução à Justiça, citando diálogos com Bolsonaro.
  • Abrangência política: caso se insere na Ação Penal nº 2668, relacionada à suposta tentativa de golpe de Estado.

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