Polícia Federal apura vazamento de ação sobre fraude no INSS

Indícios de que informações sigilosas sobre uma operação da Polícia Federal (PF) contra fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem ter sido vazadas para investigados impulsionaram a abertura de um inquérito pela superintendência da PF em São Paulo, em 11 de julho. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

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O caso envolve a Operação Sem Desconto, deflagrada em abril, que apura descontos irregulares de R$ 6,3 bilhões de aposentados entre 2019 e 2024. Na ação, realizada em 23 de abril, 700 policiais federais e 80 servidores da Controladoria-Geral da União cumpriram 211 mandados de busca em 14 Estados, com o objetivo de identificar os responsáveis pelo desvio de recursos do INSS. A operação resultou nas demissões do então ministro da Previdência, Carlos Lupi, e do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.

Ação do STF no caso da fraude do INSS

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, em alusão à matéria sobre os PMs que aguardam julgamento na Corte
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília | Foto: Wallace Martins/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) também acompanha o caso. Até a última segunda-feira, 25, o ministro Dias Toffoli era responsável pelos processos sobre as fraudes no INSS. Contudo, depois de solicitação da Procuradoria-Geral da República, a relatoria foi para André Mendonça, pois o órgão entendeu que não havia motivo para Toffoli seguir à frente do caso.

No curso das investigações, a Justiça Federal identificou apenas R$ 24,8 mil nas contas da Prospect Consultoria. A empresa é de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Ele seria figura-chave no esquema. A Polícia Federal sugere que Antunes teria repassado R$ 9 milhões a pessoas próximas de dirigentes do INSS.

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Outra empresa investigada, a Benfix, de Maurício Camisotti, mudou de endereço meses antes da ofensiva policial, fato ocorrido em dezembro, quando a Justiça autorizou uma operação contra o grupo. Camisotti seria sócio oculto de uma das entidades responsáveis pela fraude.

A CPMI do INSS, que investiga irregularidades na Previdência, convocou Camisotti e o “Careca do INSS” para prestarem esclarecimentos na terça-feira 26. Segundo apurações, Antunes é suspeito de utilizar empresas intermediárias para operacionalizar descontos indevidos em aposentadorias, enquanto Camisotti teria ligação com entidades participantes do esquema.

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Fonte: Revista Oeste

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